• Nathália Rodrigues

O ESPORTE, A ESCOLA, E A EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

Atualizado: Mar 19

Foto: COB Comitê Olímpico do Brasil

É função da escola promover conhecimento e garantir a aprendizagem dos(as) estudantes, com o objetivo de formar cidadãos(ãs). Nesse processo, compreende-se necessária a aquisição de habilidades e a aprendizagem dos conteúdos programáticos estabelecidos. É na escola onde começamos a nos identificar enquanto indivíduo, iniciamos novos círculos sociais, e passamos a compreender como funcionam os aspectos culturais e econômicos da nossa sociedade. A palavra “sociedade” advém do latim “societas”, que significa originalmente, “a associação com outros”.


Tendo em vista nossa diversidade, a educação exerce influência direta no processo de formação do indivíduo. Para Gramsci, a educação deve ser vista como um mecanismo de transformação da sociedade, e não ferramenta de controle do proletariado. Paulo Freire traz a concepção de uma educação revolucionária e emancipatória. No combate ao preconceito e à discriminação, a Educação para as Relações Étnico-Raciais exerce um papel antirracista no que tange as instituições escolares —, consiste em promover a solidariedade, o respeito e a empatia entre pessoas de diferentes origens, combatendo todas as formas de violência e intolerância.


Trabalhar as relações étnico-raciais na escola está previsto na Base Nacional Comum Curricular - BNCC, que é um dos documentos que norteiam as Instituições de Ensino, seja ela pública ou privada, acerca do conteúdo considerado essencial para a formação dos (as) estudantes, onde normatiza a valorização cultural, a manutenção da saúde física e saúde mental, a promoção dos direitos humanos e o respeito à diversidade de grupos sociais, sem qualquer tipo de preconceito ou discriminação.


Sem uma educação de qualidade e respeito à diversidade, o futuro da sociedade é uma incógnita. Diante disso, a escola é precursora dessa transformação social por meio da Educação para as Relações Étnico-Raciais, com prática de uma educação que promova equidade, respeito à diversidade, para resultar em uma sociedade mais solidária, tolerante, antirracista e que enaltece as diferenças.


O ESPORTE COMO FERRAMENTA DE COMBATE AO RACISMO ESTRUTURAL


O racismo está enraizado em todas as esferas sociais, em nosso cotidiano identificamos através de comportamentos, falas, olhares, que disseminam o preconceito e discriminação contra diferenças étnicas, raciais, fenotípicas. Essa prática tornou-se habitual, criou raízes na nossa cultura por ser alimentada por um sistema político, social e econômico, de cunho hierárquico, estruturado para nutrir o privilégio a uns e promover a desigualdade, segregando grupos marginalizados.


A reprodução do racismo também colabora para restringir o acesso a direitos, como o direito à educação de qualidade, lazer e saúde. Como estratégia de combate ao racismo estrutural, o esporte é uma excelente ferramenta, tendo em vista que a prática esportiva está correlacionada com essas três esferas supracitadas, considerando que estimula a formação integral cognitiva, motora e sócioafetiva, pode ser praticado como lazer e promove diversos benefícios relacionados a manutenção da saúde.

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